
As Ciências - Na astronomia destacaram-se Aristarco de
Samos, Ptolomeu de Alexandria. Aristarco, “o Copérnico helenístico”, formulou
princípios da teoria heliocêntrica. Hiparco elaborou um mapa celeste e calculou
a distancia entre a Terra e a Lua. Ptolomeu formulou no Almagesto a teoria
geocêntrica, que exerceria profunda influencia no pensamento Medieval. Na
matemática, Euclides, com seus Elementos,
criou a base da geometria plana. Na geografia, Erastótenes elaborou um mapa da
superfície terrestre e calculou, com pequena margem de erro, a circunferência
da Terra. Na física, Arquimedes de Siracusa estabeleceu a lei da flutuação dos
corpos e formulou os princípios da alavanca, da roldana e do parafuso, dando
imensa contribuição no campo da mecânica.
A Filosofia - Em contraste com o brilhante
desenvolvimento cientifico, ocorreu no período helenístico uma estagnação e
mesmo um retrocesso no plano filosófico. O declínio da filosofia clássica grega
explica-se em última instância pelo colapso da democracia escravista na Grécia.
As duas grandes escolas filosóficas da civilização helenística foram o
Epicurismo e o Estoicismo. Epicuro de Samos foi o fundador da escola de
pensamento epicurista. Partidários da teoria atomística de Demócrito, para os
epicuristas o mundo era composto por átomos materiais, estando nesse caso a
própria alma, que desapareceria com a morte do corpo. O Estoicismo, fundado por
Zenon de Cítion, foi a mais aceita e difundida das filosofias helenísticas.
Conseguiu grande penetração entre os setores sociais de elite tanto dos Estados
helenísticos quanto da Roma imperial. Antígono Gônatas, Sêneca e Marco Aurélio
contam-se entre os discípulos mais importantes da filosofia estoica. O
pensamento estoico, rígido, severo, determinista, tinha por máximas virtudes a
serenidade, o dever e o autodomínio. Por fim, além do Epicurismo e do
Estoicismo, duas outras correntes de pensamento atestam ainda o processo de
degenerescência da Filosofia grega: a Escola Cínica de Diógenes e a Escola
Cética de Pirro. Os cínicos, além do seu ceticismo, demonstravam um total
desprezo pelas convenções sociais e pregavam desapego com relação aos bens
materiais. Os céticos, ou pirronistas, levaram a dúvida e a negação da possibilidade
de qualquer verdade ao extremo.
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