
A Câmara de Representantes (deputados) americana aprovou, por grande maioria, um plano de despesas militares de US$ 630 bilhões para financiar os conflitos no Iraque e no Afeganistão.
O projeto que deverá ser aprovado no dia em que expira a atual atribuição de fundos, e foi aprovado por 395 votos a favor e 34 contra.
A iniciativa disponibiliza mais especificamente US$ 128 bilhões para as despesas bélicas no Iraque e no Afeganistão, mas não deve ser suficiente para cobrir o reforço de tropas em solo afegão, ordenado pelo presidente Barack Obama no início do mês.
O projeto de gastos representa uma vitória parcial para Obama e o secretário de Defesa, Robert Gates, que buscaram eliminar programas indesejados de desenvolvimento de armas, sob oposição de parlamentares que representam as áreas onde eles são fabricados.
Um grupo de 200 marines americanos partiu nesta quarta-feira para o Afeganistão, os primeiros do reforço adicional de 30 mil homens anunciado recentemente pelo presidente Barack Obama, como parte de sua nova estratégia para reverter o crescimento da violência no país.
Nos próximos meses, a cifra de marines nesse país subirá dos atuais 13 mil a cerca de 20 mil. Ao menos 491 soldados estrangeiros morreram no Afeganistão ao longo de 2009. Deles, 304 eram americanos, contra 155 em todo o ano passado.
Os Estados Unidos invadiram o Afeganistão no final de 2001, depois dos ataques de 11 de Setembro, e desde então mantêm tropas no país.
Os marines enfrentarão uma difícil batalha contra o grupo islâmico radical Taleban no último bastião do grupo, no sul da Província Helmand, a mais violenta do país. O reforço será enviado à cidade de Marja, que é chama de "fim da linha". Os marines retomaram a maior parte do controle do vale do rio Helmand, na maior ofensiva dos oito anos da guerra, realizada em julho passado. Agora, resta apenas Marja, nos arredores da capital provincial Lashkar Gah.
A intenção é que as forças afegãs liderem a operação após meses de extensivo treinamento. Esta é a ideia central da nova estratégia americana para o Afeganistão que, segundo Obama, tem o intuito de acelerar a entrega da responsabilidade sobre a segurança do país para os afegãos e iniciar a retirada das tropas já em julho de 2011.






























