quarta-feira, 24 de maio de 2017

BRASIL COLÔNIA: As Invasões Holandesas

   Foram capitais holandeses que financiaram a montagem de uma estrutura produtora de açúcar no nordeste brasileiro na fase inicial da colonização. Os holandeses controlavam o refino e a distribuição do açúcar na Europa e abarcavam grande parte riqueza gerada pela produção açucareira. Em 1581, a Holanda protestante começou uma longa guerra de independência da Espanha católica. Em represália, Felipe II, que unira as coroas ibéricas, mandou fechar os portos portugueses e espanhóis aos navios holandeses que, a partir de então, foram impedidos de comercializar o açúcar brasileiro. Eram tão significativos, para os holandeses, os interesses envolvendo a comercialização do produto, que foi criada, em 1621, a Cia. das Índias Ocidentais para organizar a invasão da região produtora, o Brasil.

   A primeira tentativa de invasão ocorreu em 1624, quando os holandeses, comandados pelo almirante Willenkens, tentaram tomar Salvador. Desembarcaram cerca de 3.000 homens, mas encontraram resistência tenaz por parte dos colonos. Para dificultar ainda mais a situação dos invasores, uma frota luso-espanhola foi enviada para socorrer a colônia. Sem conseguir fixar posição no território, os flamengos foram obrigados a se retirar no ano seguinte. Os dirigentes da Cia. Das Índias Ocidentais não se conformaram com a primeira tentativa frustrada e, alguns anos depois, organizaram outra expedição, mais poderosa que a anterior. Desta vez, o alvo da invasão foi o coração da região açucareira, a capitania de Pernambuco. A expedição holandesa, que chegou em 1630, contava com 1.200 bocas de canhão um exército de 7.500 homens. A resistência pernambucana foi conduzida por Matias de Albuquerque.

   A tática de guerrilhas conduzida pelos pernambucanos tinha como base o arraial do Bom Jesus, que Matias de Albuquerque fundou no interior, e conseguiu manter os holandeses sitiados em Recife e Olinda por vários anos. Em 1636, porém, mudaram os rumos do conflito, quando o fazendeiro chamado Domingos Calabar passou a apoiar os holandeses. Com a sua ajuda, os invasores conseguiram derrotar os focos da resistência e, ainda, destruir o Arraial do Bom Jesus. Durante a retirada, Calabar foi capturado pelas tropas de Matias de Albuquerque e executado como traidor. Vencida a resistência, os flamengos conseguiram estender seu controle sobre toda a região açucareira, e ainda expandiram seus domínios até o Maranhão e o sul de Alagoas. Nessa época, eles conquistaram, também, as regiões do litoral da África que forneciam escravos para a América e, assim, passaram a controlar o tráfico negreiro para o nosso litoral.

   Para administrar seus domínios no Brasil, a Companhia das Índias designou, em 1637, o nobre Maurício de Nassau. Além de consolidar os domínios holandeses, Nassau adotou uma política de favorecimentos que logo acomodou os senhores de engenho nordestinos. Concedeu empréstimos para os grandes fazendeiros, drenou pântanos, construiu pontes, realizou obras e embelezou a cidade do Recife, a capital flamenga no Brasil. A missão cultural trazida por Nassau, formada por artistas e estudiosos que retrataram, pela primeira vez, o Brasil, também é digna de nota. Também foram importantes para o sucesso de sua administração a postura de tolerância religiosa e o direito dos “homens bons” participarem das decisões públicas através da “Câmara dos Escabinos”. O governo progressista de Nassau, entretanto, acabou desagradando a direção da Cia. Das Índias que resolveu substituí-lo, em 1644, e adotar uma política de exploração mais intensa sobre a região.

   A nova postura da administração holandesa logo desagradou os grandes senhores de engenho que se rebelaram com apoio da população. A chamada Insurreição Pernambucana teve entre seus principais líderes: o fazendeiro João Fernandes Vieira, o militar André Vidal de Negreiros, o negro Henrique Dias e o índio Felipe Camarão. O conflito teve início, em 1645, quando foi travada a Batalha do Monte das Tabocas. Apesar de ter se libertado do domínio espanhol, através do movimento da Restauração, em 1640, Portugal não podia dar grande apoio para os colonos. Depois da primeira Batalha dos Guararapes (1648), o domínio holandês ficou restrito a Recife e, ao tentar romper o cerco dos pernambucanos, seu exército foi derrotado na Segunda Batalha dos Guararapes (1649). As possibilidades de reverter a situação se tornaram escassas, porque a Holanda começou, em 1652, uma difícil guerra naval contra os ingleses. Sitiados e quase sem apoio, os holandeses decidiram capitular, em 1654, assinando a Paz na Campina do Taborda. Expulsos, os flamengos passaram a produzir açúcar nas suas colônias das Antilhas, e o açúcar brasileiro entrou em decadência.

domingo, 21 de maio de 2017

BRASIL COLÔNIA: As Invasões Francesas

   Os franceses nunca se conformaram com a divisão das terras que estavam sendo descobertas, no início da Idade Moderna, entre os países ibéricos. O rei da França Francisco I (1515-47) certa vez teria afirmado: “O sol brilha para todos e desconheço a cláusula do testamento de Adão que dividiu o mundo entre portugueses e espanhóis”. A presença francesa no nosso litoral, para obter pau-brasil, levou a coroa portuguesa a organizar as expedições guarda-costas, comandadas por Cristóvão Jacques, que foram enviadas ao Brasil.
 

    Em 1555, os franceses, liderados por Villegaignon, invadiram o Rio de Janeiro, onde tentaram fundar a França Antártica, que seria, ao mesmo tempo, uma colônia comercial e um refúgio para os huguenotes. Os franceses instalaram o forte Coligny, na entrada da Baía da Guanabara e estabeleceram relações de amizade com os índios tamoios (tupinambás) que habitavam a região. Em 1560, os portugueses começaram a mobilizar-se para desalojá-los e um ataque, comandado pelo Governador-Geral Mem de Sá, culminou com a rendição dos franceses e sua aparente retirada. Entretanto, assim que os portugueses se foram os franceses remanescentes, que tinham conseguido abrigo entre os índios, voltaram e reconstruíram a fortificação. Cinco anos depois, com a ajuda do sobrinho Estácio de Sá, o governador organizou nova expedição para expulsá-los. Desta vez, os portugueses firmaram posição na região, fundando a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro. Os franceses foram definitivamente expulsos dali, em 1567.


   Em 1612, no contexto da União Ibérica, os franceses fizeram nova tentativa de se fixarem no litoral brasileiro. Comandados por Daniel de La Touche, invadiram o Maranhão, onde queriam fundar a França Equinocial. Fundaram o forte de São Luis, que originou, mais tarde, a atual capital maranhense e em seguida, instalaram feitorias nas regiões próximas. A presença francesa era vista, pelos portugueses, como uma séria ameaça ao seu domínio do litoral norte e, também, da foz do rio Amazonas, que era estratégica para a penetração na região e a exploração das suas riquezas. A coroa portuguesa, nestas condições, não mediu esforços para expulsar os invasores. Assim, foi enviado, a partir da capitania de Pernambuco, um grande contingente militar comandado por Alexandre Moura e por Jerônimo de Albuquerque que, depois de vários combates e escaramuças, conseguiu derrotar e expulsar os franceses do Maranhão.

terça-feira, 16 de maio de 2017

BRASIL COLÔNIA: A União Ibérica (1580-1640)

   A morte de Dom Sebastião, último rei da dinastia de Avis, lutando contra os árabes no norte da África, em 1578, reabriu em Portugal o problema da sucessão ao trono. Dom Sebastião morreu sem deixar herdeiros e o poder passou a ser exercido por seu tio, o Cardeal Dom Henrique, que faleceu logo depois. Felipe II, rei da Espanha, conseguiu se impor frente aos demais pretendentes ao trono, graças ao enorme poder e influência da dinastia de Habsburgo. A burguesia portuguesa, que até então fora contrária ao domínio espanhol, agora via com bons olhos a união das duas coroas devido à possibilidade de lucrar com o comércio e ter acesso aos metais preciosos que os espanhóis encontraram nas suas colônias da América.

   Em 1580, Felipe II assumiu o trono português e estabeleceu a União Ibérica, que perduraria até 1640. Durante esse período, o Brasil e as outras possessões coloniais portuguesas também passaram, é claro, para o domínio espanhol. Esse episódio da história portuguesa trouxe conseqüências importantes para o Brasil. Por um lado, como deixaram de existir fronteiras entre os domínios portugueses e espanhóis, que foram estabelecidas em Tordesilhas, houve uma maior penetração dos portugueses nas regiões do interior, avançando em terras que, mais tarde, foram incorporadas ao território brasileiro. Por outro lado, a dominação espanhola levou o Brasil, como as demais colônias espanholas, a sofrer os ataques e invasões por parte dos países que estavam em guerra com a Espanha, como a Inglaterra, a França e a Holanda protestante, que travou uma longa guerra de independência até se libertar do domínio Habsburgo.

   Um dos períodos em que se intensificaram os ataques piratas foi o final do século XVI. Entre os piratas e corsários ingleses que atacaram o litoral brasileiro, nessa época, destacam-se: os corsários Edward Fenton, que atacou e pilhou embarcações no litoral antes de aportar em Santos (1583) e Robert Withrington, que fez o mesmo no litoral da Bahia, antes de atacar Salvador (1587). Devem ser destacados, também, Thomas Cavendish, o corsário que atacou e saqueou Santos, antes de atacar Vitória (1591-92) e James Lancaster, o pirata que pilhou Recife e, logo depois, atacou Olinda, onde permaneceu por um mês (1594). No século XVII, depois da primeira tentativa, fracassada, de invasão dos holandeses na Bahia, Pieter Heyn liderou ataques aos navios que estavam nos portos de Salvador e Vitória (1627). 

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Recursos energéticos renováveis : Fontes alternativas e renováveis

         A utilização das fontes energéticas não renováveis em larga escala e por longo tempo acarretou problemas sócio ambientais, esgotamento de recursos e limitações técnicas que tem levado pesquisadores, governos, e instituições a buscarem  fontes alternativas e renováveis de energia.  São consideradas fontes renováveis aqueles recursos cujo o tempo de recomposição seja relativamente curto em relação ao tempo de vida humana ( solar, eólica, geotérmica, hídrica, biomassa...) A busca por energias limpas que abasteçam a sociedade causando o mínimo impacto ambiental é uma exigência cada vez maior embora a relutância das grandes empresas que controlam e exploram as atuais fontes não renováveis.



As fontes  energéticas alternativas são formas limpas de produção de energia. Representam a tentativa de diminuir os prejuízos ambientais que exigem o desenvolvimento de tecnologias novas para o seu aproveitamento em larga escala.
O consumo de energia está em constante crescimento no mundo desde a década de 1970 . O aumento do consumo de produtos, serviços e mercadorias em geral fez com que aumentassem a demanda por energia para a produção industrial e agrícola e para o transporte de mercadorias. As fontes renováveis apresentaram crescimento  e a mudança na matriz energética mundial é um processo lento e complexo.






domingo, 14 de maio de 2017

CIVILIZAÇÃO GREGA: A Democracia Ateniense

   As reformas de Sólon foram uma tentativa de conciliar os interesses da nobreza eupátrida e as aspirações dos artesãos e comerciantes enriquecidos com as reivindicações das camadas mais pobres do demos. Embora não tenha realizado a reforma agrária, Sólon enfraqueceu a nobreza politicamente, abrindo a participação nos negócios públicos para as outras camadas da população. Os setores mais conservadores da aristocracia não aceitaram as reformas e reagiram. Em meio à crise, assumem o poder os tiranos, homens apoiados por grupos armados que se instalam na acrópole e passam a governar pela força. Primeiro, foram tiranos apoiados pelo demos em revolta, que realizaram reformas de caráter popular. Foi o caso de Psístrato, tirano que, até 528 a.C., ampliou e aprofundou as reformas que foram iniciadas por Sólon.


   Depois da morte de Psístrato, seus filhos o sucederam, mas não deram continuidade às reformas do pai e perderam apoio do povo. Hípias foi assassinado e, em 510 a.C., o irmão Hiparco foi deposto pelos espartanos que se aliaram aos eupátridas. Os aristocratas colocaram no poder o tirano Iságoras, que fez um governo reacionário e antipopular. Um levante do demos, no ano de 508 a.C. pôs fim à reação eupátrida e levou Clístenes ao poder, o tirano que, efetivamente, foi o verdadeiro fundador da democracia ateniense. Com as reformas empreendidas por Clístenes, completaram-se as mudanças iniciadas Sólon e que Psístrato havia aprofundado. Apesar de suas várias limitações, a democracia ateniense foi uma experiência totalmente inédita e algo extraordinariamente avançado para os padrões políticos da Antiguidade.


   Clístenes reorganizou a população dividindo-a em dez tribos, cada uma delas com representantes das três partes em que se dividia a Ática: o litoral (Parália), a planície central (Pédion) e a região interiorana e montanhosa (Diácria). Cada tribo estava dividida, por sua vez, em unidades administrativas autônomas, os demos, onde os cidadãos eram registrados. A Bulé, ampliada, foi transformada no Conselho dos Quinhentos, constituído por cinqüenta representantes sorteados em cada tribo. As medidas e as leis propostas pelo conselho eram votadas pela Eclésia, a Assembléia Popular, que se transformou no principal órgão da democracia ateniense. Todos os cidadãos podiam participar da Assembléia e podiam ser sorteados para o conselho ou para ocupar os cargos. Os tribunais também eram preenchidos por sorteio e os cidadãos se revezavam ao longo do ano na administração dos serviços públicos. A democracia ateniense era, portanto, exercida diretamente pelos cidadãos (diferente das democracias representativas modernas) e nela os cargos e as funções, de maneira geral, não eram remunerados. Todos os homens livres nascidos em Atenas, com antepassados atenienses, eram considerados cidadãos com direitos políticos. Apesar de ser bastante avançada para a época, a democracia ateniense estava baseada num sistema escravista e, além dos escravos, excluía de qualquer participação política as mulheres e os metecos (estrangeiros e seus descendentes).

sábado, 13 de maio de 2017

CONSTITUIÇÕES BRASILEIRAS: A Constituição da República Velha (1891)

   A elaboração da Constituição também fez com que surgissem divergências entre os republicanos: o marechal Deodoro, os políticos positivistas e parte do Exército pretendiam um regime político centralizado, enquanto as oligarquias dos estados, formadas por proprietários, preferiam um regime federalista, que lhes asseguraria maior autonomia e atuação no poder. Em 24 de fevereiro de 1891, promulgou-se a segunda Constituição do Brasil. Os grandes senhores e proprietários rurais saíram vencedores: o país tornou-se uma federação, isto é, os estados disporiam de ampla autonomia econômica e administrativa, poderiam ter sua própria Constituição e eleger seus presidentes. Podiam realizar empréstimos no exterior, decretar impostos e organizar forças militares. A ampla autonomia estadual não significava o esfacelamento do poder central, pois o presidente da República teria amplos poderes para interferir nos estados em caso de tentativa de separação, invasão estrangeira ou conflitos interestaduais.

   O voto era a descoberto, direto, universal, mas proibido a mendigos, analfabetos, religiosos e mulheres. Na verdade, pois, o voto nada tinha de universal, pois era proibido à maioria da população. Além disso, o fato de ser a descoberto tornava-o totalmente manipulável pelos grandes proprietários rurais. Após a promulgação da Constituição, a Assembleia tinha como atribuição escolher os ocupantes dos cargos de presidente e vice-presidente. Havia sido articulada uma chapa oposicionista, ligada aos interesses das oligarquias estaduais e liderada por Prudente de Morais, que foi, porém, derrotada. Os rumores sobre uma intervenção militar para impor Deodoro, caso não vencesse as eleições, garantiram sua vitória. Em compensação, o candidato oposicionista à vice-presidência, Floriano Peixoto, derrotou o vice de Deodoro por 96 votos, o que evidencia uma divisão política que geraria forte instabilidade do primeiro governo republicano. A renúncia de Deodoro da Fonseca, ainda em 1891, levaria Floriano ao poder e criaria um sério impasse, pois este se recusou a convocar novas eleiçoes, como previa o texto constitucional. O "marechal de ferro", entretanto, seria o verdadeiro consolidador da nova ordem republicana.


1000 ANOS DE GUERRA EM 5 MINUTOS

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quinta-feira, 11 de maio de 2017

A CIVILIZAÇÃO CHINESA

   Na China, surgiu uma das mais antigas civilizações do planeta. Registros arqueológicos evidenciam que comunidades aldeãs de agricultores e artesãos já habitavam o vale do rio Amarelo desde o IV milênio a.C. Cultivavam plantas como o milho e o arroz e criavam animais como porcos e cabras. No II milênio a.C. essas populações já tinham desenvolvido a metalurgia do bronze, com o qual fundiam armas, ferramentas e utensílios. A necessidade de construir diques, canais e outras obras para irrigação, que exigiam o trabalho de muitas pessoas, levou as comunidades a se organizarem em torno de uma autoridade política que foi se tornando cada vez mais centralizada.


   A primeira dinastia governante, com sua existência histórica comprovada por achados arqueológicos, foi da família Chang. Essa dinastia governou o núcleo inicial da civilização chinesa, ao longo do rio Amarelo, o Huang-ho, entre 1500-1000 a.C., aproximadamente. Os governantes da família Chang foram, posteriormente, derrotados por guerreiros da dinastia Tcheu. Essa dinastia, depois de várias campanhas militares vitoriosas, estendeu os domínios chineses até o vale do Rio Azul, o Yang-tse. Foram dessa linhagem os soberanos que governaram a China até o século III a.C. As constantes disputas entre as principais famílias da nobreza guerreira, entretanto, dividiram e enfraqueceram gradativamente o país, que se tornou cada vez mais vulnerável às invasões dos mongóis, vindos do norte.

   Em 221 a.C. o soberano de Quin (ou Tsin), Che Huang-Ti, derrotou outros grandes senhores e proclamou-se imperador de toda a China. O novo soberano centralizou fortemente o poder e unificou o sistema de escrita utilizado pelos chineses, reduzindo a força do particularismo representado nos vários dialetos que eram falados nas diversas regiões do território chinês. Padronizou, também, o sistema de pesos e medidas e abriu estradas, o que impulsionou o crescimento do comércio. Foi adotado um eficiente sistema de arrecadação de impostos, o que permitiu ao imperador obter recursos para manter um exército profissional permanente e sustentar uma numerosa burocracia estatal. Para proteger as fronteiras ao norte, contra a ameaça das incursões dos mongóis, Che Huang-Ti mandou construir a Grande Muralha, entre 215-210 a.C.

  As reformas empreendidas pela dinastia Quin marcaram de tal modo a história do país que a palavra China é uma variante do termo Quin. Começava, nesta época, uma das fases de maior esplendor da civilização chinesa, que coincide com o governo da dinastia Han (206 a.C.-221 d.C). Os imperadores desta dinastia conquistaram novos territórios e ampliaram o comércio com outros povos. As mercadorias chinesas, como a seda, cruzavam a Ásia e chegavam até o Império Romano pelo Mar Mediterrâneo. Caravanas chegavam até a Mesopotâmia e a Fenícia. Nessa época, o contato com a Índia trouxe para a China a influência do budismo e datam desse período, também, importantes invenções como a do papel. Com o fim da dinastia Han teve início uma fase de declínio marcada por rebeliões camponesas, lutas entre os grandes senhores e novas invasões. Um novo período de brilho e esplendor teria início no século VII sob o governo da dinastia Tang.



   Os imperadores eram considerados Filhos do Céu e possuíam um “mandato celestial” para governar. Os chineses chamavam sua terra de Império do Meio, pois a consideravam o centro do mundo. Os domínios chineses eram, nessa época, tão vastos quanto os do grandioso Império Romano. Na prática, porém, a autoridade política era exercida pelos ministros e pelos altos funcionários letrados, cujo poder era maior que o dos próprios imperadores. Os administradores, chamados de mandarins, organizavam as obras e o trabalho da população. Estabeleciam os preços, coletavam os impostos e fixavam o calendário das atividades produtivas e das festividades. Legislavam, redigiam tratados e acordos comerciais, nomeavam funcionários e eram responsáveis pela justiça. Logo depois, na escala social, vinham militares, comerciantes e monges. Na base da pirâmide social estava a massa de camponeses e artesãos pobres das cidades, que viviam em condições bastante precárias.


   A cultura chinesa foi profundamente influenciada por duas grandes correntes de pensamento: o taoísmo e o confucionismo. Tao significa caminho em chinês, de onde deriva o termo taoísmo para os ensinamentos de caráter filosófico-religioso de Lao-Tsé. O sábio condenava as desigualdades entre ricos e pobres e afirmava que o desejo de possuir bens materiais afastava o indivíduo do caminho da harmonia consigo mesmo e com os outros. Para ele, a harmonia se encontraria no equilíbrio entre os princípios opostos que se complementam: o yin (elemento feminino passivo, representado pela lua e pelo céu) e o yang (energia masculina ativa, simbolizada pelo sol). Confúcio, que viveu entre 551-479 a.C., foi um mandarim que criou uma doutrina moral segundo a qual a sabedoria se obtém seguindo a experiência e os ensinamentos dos antepassados e dos bons governantes. O confucionismo influenciou bastante o governo da dinastia Han juntamente com os seguidores do legismo, ou Escola das Leis, segundo os quais a guerra e a disciplina eram as principais formas de fortalecer o poder imperial.

O ORIENTE MÉDIO NA ANTIGUIDADE

quarta-feira, 10 de maio de 2017

CIVILIZAÇÃO GREGA: O Período Helenístico

   A vitória de Filipe II na Batalha de Queronéia, em 338 a.C., pôs fim à história de autonomia das cidades gregas, que foram incorporadas ao Império Macedônico. A Macedônia, situada ao norte da Grécia era uma região mais interiorana e isolada e que havia sido povoada por indo-europeus, à semelhança dos gregos. O país era, entretanto, situado numa região desprovida de uma saída para o mar que explica, de certo modo, seu atraso econômico e cultural com relação aos seus vizinhos do sul da península.  Na segunda metade do século IV a.C., Filipe II promoveu a unificação do país e centralizou o poder político-militar nas mãos do monarca. Dotou o reino de uma moeda padronizada e também de um sistema eficaz de arrecadação de impostos. No plano externo, conquistou a Tessália e obteve, assim, uma saída para o mar Egeu. Enquanto os gregos se digladiavam numa longa e extenuante guerra fratricida, Filipe firmava as bases de um grande e poderoso império que, no seu processo de expansão se voltou, naturalmente, para a Grécia. Sua vitória foi facilitada pela debilidade das cidades gregas.

   O passo seguinte, a conquista do Império Persa no Oriente, não seria realizado por Felipe, que foi morto em 336 a.C. por uma conspiração fracassada, que envolvia famílias da nobreza descontentes. Alexandre, o Grande completaria a obra do pai, numa campanha fulminante que, em cerca de pouco mais de uma década, criou o maior império que já tinha existido, se estendendo da Grécia até a Índia. Alexandre foi educado por Aristóteles e subiu ao poder quando tinha dezoito anos. Depois de sufocar uma rebelião das cidades gregas, que aproveitaram a morte de Filipe para tentar se libertar do domínio macedônio, convenceu os gregos a se unirem a ele para “vingar” os que tinham caído em Maratona, em Platéia, etc. Com um pequeno exército, de dez mil homens, Alexandre desembarcou, em 334 a.C., na Ásia Menor. Derrotou os sátrapas persas na Batalha de Grânico. Em seguida, marchou sobre a Síria e a Fenícia, bateu os persas na Batalha de Isso e foi recebido no Egito como um libertador. Em 331 a.C. Alexandre derrotou Dario III na Batalha de Gaugamelo e conquistou Susa, Persépolis e Ecbátana, as capitais do Império Persa. Na altura do Ganges, os oficiais e o exército se recusaram a continuar, o que obrigou Alexandre a regressar para Babilônia, onde instalou sua capital.



   Alexandre morreu prematuramente, em 323 a.C., sem deixar herdeiros e seus generais Antígono, Seleuco e Lagos dividiram o império. A política de casamentos e a fundação de cidades por Alexandre promoveram uma rápida fusão da cultura grega com a cultura oriental, que resultou na denominada civilização helenística. Seus principais centros de difusão foram as cidades de Alexandria, famosa pelo seu imenso farol e pelo seu Museu, além de Pérgamo, Rodes, Antioquia, Siracusa, etc. O mundo helenístico caracterizou-se, no plano econômico, pelo desenvolvimento do comércio, no plano social, pelo contraste entre a riqueza e opulência das elites aristocráticas e a miséria das massas de servos e escravos. No plano político, os reinos helenísticos eram governados de maneira despótica, ao estilo oriental. Nos séculos II e I a.C., os romanos foram submetendo, gradativamente essas regiões aos seus domínios.               

sábado, 6 de maio de 2017

O QUE É FILOSOFIA

A palavra filosofia vem do grego, significa amor pelo saber e é empregada, vulgarmente, com vários sentidos. Pode significar uma visão de mundo adotada por uma pessoa ou uma sociedade numa determinada época, por exemplo. Pode também se referir à sabedoria de vida adquirida por um indivíduo ou, ainda, a uma estratégia ou princípios que norteiam o funcionamento de uma empresa, instituição, etc.  Na nossa tradição cultural, a Filosofia, é entendida como uma área do conhecimento que procura dar uma explicação racional para a realidade natural e humana, ou seja, um tipo de especulação e uma forma de pensar o mundo que surgiram por volta do século VI a.C. nas colônias gregas do litoral da Ásia Menor, e que exerceram profunda influência na formação da civilização ocidental moderna. Isso não implica negar a importância de um pensamento com alto nível de abstração e valor especulativo e de formas de conhecimento presentes no hinduísmo, no confucionismo ou mesmo em outros movimentos espirituais. Por sinal, foi na época em que surgiram os primeiros filósofos gregos, que também viveram sábios como Zaratustra na Pérsia, Confúcio na China e Sidarta Gautama (Buda) na Índia, cujos ensinamentos ainda exercem grande influência sobre os povos do oriente e suas culturas. Mas essas são doutrinas que têm outras preocupações, outros pressupostos e objetivos diferentes daqueles que buscou a filosofia ocidental na sua evolução.



Esta consiste num esforço racional e sistemático para conceber o mundo como uma totalidade ordenada e dotada de sentido. A filosofia, entendida como busca de um conhecimento lógico e metódico da realidade natural e humana, ou seja, da origem do mundo, das causas das transformações na natureza ou ainda do sentido das ações humanas e que, além de uma compreensão crítica da realidade, é capaz de refletir sobre si mesmo, nasceu no mundo grego. Ela se baseia na ideia de que o homem, como ser livre e dotado de consciência, pode compreender racionalmente o universo e a si mesmo, produzindo um conhecimento válido sobre a realidade na qual está inserido. O surgimento da Filosofia corresponde à passagem do saber mítico (simbólico, metafórico e alegórico) para o pensamento racional (lógico, conceitual, sistemático) quando os mitos parecem não dar mais respostas satisfatórias para certas questões colocadas pelos homens. É verdade que essa passagem do mito à Filosofia não se deu de maneira abrupta e nítida. Durante um longo tempo, e ainda hoje, a linguagem dos mitos convive com as concepções religiosas e com os saberes gerados racionalmente pela Filosofia e pela Ciência, que dela derivou, mais tarde.

quinta-feira, 4 de maio de 2017

A GUERRA DO PELOPONESO


A GUERRA DE RECONQUISTA DA PENÍNSULA IBÉRICA

BRASIL COLÔNIA: O Governo-Geral

      O Governo Geral foi criado, por meio de um regimento da Coroa, para centralizar a administração e, ao mesmo tempo, auxiliar os donatários na defesa da colônia. O Regimento Real determinava que, entre outras tarefas, o governador deveria intensificar o povoamento, tentar pacificar os indígenas, estabelecer formas de contato com os donatários e os colonos, ministrar a justiça e instituir os órgãos e cargos necessários para a administração da colônia. Mais tarde, foi criado em Portugal o Conselho Ultramarino, que assessorava o rei com relação aos assuntos coloniais. Os principais órgãos administrativos, criados para dar auxílio ao governador em suas funções, eram os seguintes:

Capitão-Mor – Era o oficial encarregado da defesa militar do litoral e do interior
Provedor-Mor – Era o funcionário responsável pelos tributos e pelos assuntos fazendários.
Ouvidor-Geral – Era o oficial que devia ministrar a justiça na colônia em nome do governador e do rei.
    A administração dos assuntos locais, seguindo a tradição portuguesa, era da alçada das Câmaras Municipais. Elas eram formadas pelos “homens bons” do lugar, ou seja, pelos grandes latifundiários. Eram os órgãos locais de poder político-administrativo que concentravam em suas atribuições os poderes executivo, legislativo e judiciário e eram constituídas por um presidente e três vereadores, além de um alcaide, um escrivão, e um juiz de paz. As Câmaras legislavam sobre impostos locais, regulamentavam o exercício de ofícios e profissões, fiscalizavam pesos e medidas usados no comércio, e guardavam o patrimônio público. 

Governo de Tomé de Souza (1549-53)
 
   Tomé de Souza foi indicado pelo rei Dom João III para ser o primeiro Governador Geral do Brasil. Em novembro de 1549, fundou Salvador, a primeira capital da colônia. Junto com ele, chegaram mais de mil colonos portugueses e as primeiras cabeças de gado. Vieram com o governador, também, os primeiros jesuítas. Eram liderados por Manuel da Nóbrega e tinham como missão converter os indígenas e dar amparo aos católicos. Foi criado o primeiro bispado no Brasil, sendo nomeado o bispo Dom Pero Fernandes Sardinha. Tomé de Souza percorreu, praticamente, todas as capitanias e procurou estabelecer contato com os donatários.

Governo de Duarte da Costa (1553-57)

   Foi o segundo Governador Geral, e desde o início enfrentou problemas e dificuldades que prejudicaram seu governo, começando pelos desentendimentos de seu filho com o bispo Fernandes Sardinha. Em 1555, os franceses invadiram o Rio de Janeiro, onde tentaram instalar uma colônia comercial, a França Antártica, que seria também refúgio para os calvinistas. Eles fundaram um forte, na entrada da Baía da Guanabara, e estabeleceram relações amistosas com os índios tamoios. Como um fato positivo do governo de Duarte da Costa destaca-se a chegada de outros jesuítas (entre eles estava José de Anchieta) que fundaram, em 1554, o colégio para a catequese, que originaria a cidade de São Paulo, no Planalto de Piratininga. Por outro lado, começaram a se intensificar os conflitos entre colonos e jesuítas, por causa da escravização dos índios.

Governo de Mem de Sá (1558-72)

   Com Mem de Sá, o terceiro Governador Geral, consolidou-se a colonização portuguesa, com a fundação de novas vilas e povoados. O sistema administrativo colonial centralizado começou a dar resultados. Desenvolveu-se, definitivamente, a produção de açúcar e foi também incrementada a pecuária. Teve início, nessa época, a importação de escravos africanos, o que amenizou o conflito entre os jesuítas e os colonos, causado pela escravização dos índios. O governador, afinado com os jesuítas, incentivou o trabalho de catequese dos índios e a moralização dos costumes. Com a ajuda de seu sobrinho, Estácio de Sá, conseguiu expulsar, em 1567, os franceses que haviam se instalado no Rio de Janeiro. Para afirmar, de vez, a presença portuguesa na região, foi fundada a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, em 1565. Com a morte de Mem de Sá, em 1572, foi nomeado como Governador Geral Luis de Vasconcelos, que nem chegou ao Brasil, porque sua esquadra foi atacada e destruída por corsários franceses. A Coroa resolveu, então, dividir a colônia em dois domínios: norte e sul. O Norte, com capital em Salvador, foi governado por Luis de Brito e o Sul, com sede no Rio de Janeiro teve Antonio Salema como governador. Em 1578, a administração foi novamente unificada com Lourenço da Veiga, que governou até 1580, quando teve início o domínio espanhol com a União Ibérica. 

Geografia Física :Formação do Himalaia

Geografia econômica : Ocupação econômica do território brasileiro


Geografia da População : Povos indígenas no Brasil


Geografia da População: Migrações no mundo





terça-feira, 2 de maio de 2017

A DISPERSÃO DOS INDO-EUROPEUS

A GUERRA DO PELOPONESO (431-404 a.C.)

   O conflito entre as duas maiores cidades-estado da Grécia, Esparta e Atenas, era inevitável em função dos seus regimes políticos antagônicos e da rivalidade que se estabeleceu por causa das suas ambições de hegemonia. De um lado, Esparta, conservadora, agrária e aristocrática, cujo poder se baseava no mais temível exército da Grécia. De outro, Atenas, progressista, mercantil e democrática, cuja força se assentava na sua imensa e poderosa esquadra. A política imperialista ateniense acabou colidindo com os interesses de Esparta, que liderava outra liga de cidades, a Liga do Peloponeso. Um conflito entre Atenas e Corinto, que era aliada de Esparta, por causa de uma disputa comercial, serviu de estopim para deflagrar uma longa guerra entre as duas grandes potências. O conflito foi envolvendo, gradativamente, quase todas as cidades gregas e teve como principal conseqüência o enfraquecimento de todas elas.



   A Guerra do Peloponeso se estendeu por quase três décadas e, por causa do equilíbrio de forças no plano militar, devastou a Grécia, assinalando o início da decadência das cidades gregas. O conflito terminou com a vitória dos espartanos, em 404 a.C., depois da destruição da esquadra ateniense na Batalha de Egos Potamos. Depois da derrota de Atenas, a Confederação de Delos foi dissolvida, ou seja, o império marítimo ateniense se desintegrou. Além disso, a democracia foi suprimida e, sob a tutela de Esparta, foi implantado um regime oligárquico, isto é, o governo dos Trinta Tiranos. O predomínio de Atenas sobre a Grécia foi substituída por um breve período de hegemonia de Esparta, que também estava exaurida pelo longo conflito. Isso abriu caminho para ascensão de Tebas, cujo brilhante general Epaminondas aniquilou o exército espartano, em 371 a.C., na Batalha de Leutras. Alguns anos depois, em 362 a.C., Esparta e Atenas uniram-se contra os tebanos numa batalha que acabou com as pretensões expansionistas de Tebas e contribuiu para o desgaste ainda maior das póleis gregas, abrindo caminho para a dominação macedônica.

domingo, 30 de abril de 2017

A Escola de Frankfurt - Walter Benjamin

A Escola de Frankfurt - Max Horkheimer e Theodor Adorno

Geografia da População: Indicadores - IDH e Índice Gini

                Quando o crescimento da população é maior que a produção de riqueza, a renda média da população ( renda per capita) tende a diminuir. Entretanto, a questão da renda deve ser analisada considerando-se como a riqueza produzida é distribuída entre a população de um país e mesmo entre os países. A análise da distribuição de renda nos permite avaliar as diferenças sociais, quantificar a pobreza e o grau de justiça social de uma sociedade.Quanto mais acentuada é a distância entre as classes sociais, maior a pobreza geral da sociedade O Brasil é um dos países que possui um dos maiores PIBs       ( produto interno bruto :  soma de todas as riquezas produzidas no país em um ano) do mundo e ao mesmo tempo possui uma das maiores desigualdades,  medidas por indicadores como:
Índice Gini :
Desenvolvido pelo matemático Conrado Gini, o Coeficiente de Gini é um parâmetro internacional usado para medir a desigualdade de distribuição de renda entre os países.
O coeficiente varia entre 0 e 1, sendo que quanto mais próximo do zero menor é a desigualdade de renda num país, ou seja, melhor a distribuição de renda. Quanto mais próximo do um, maior a concentração de renda num país.
O Índice de Gini do Brasil é de 0,490 (ano de 2014) o que demonstra que nosso país, apesar dos avanços econômicos dos últimos anos, ainda tem uma alta concentração de renda. Porém, devemos destacar um avanço do Brasil neste índice, já que em 2008 era de 0,544.













                  Índice de Desenvolvimento Humano ( IDH)
 É uma medida comparativa usada para classificar os países pelo seu grau de   desenvolvimento humano  e para ajudar a classificar os países como desenvolvido (desenvolvimento humano muito alto),em desenvolvimento (desenvolvimento humano médio e alto) e subdesenvolvidos (desenvolvimento humano baixo). A estatística é composta a partir de dados de expectativa de vida ao nascer, educação e PIB per capita (como um indicador do padrão de vida) recolhidos em nível nacional. Cada ano, os países membros da ONU são classificados de acordo com essas medidas. 













Mapa-múndi indicando o Índice de Desenvolvimento Humano (baseado em dados de 2014, publicados em dezembro de 2015):
  Acima de 0,900
  0,850–0,899
  0,800–0,849
  0,750–0,799
  0,700–0,749
  0,650–0,699
  0,600–0,649
  0,550–0,599
  0,500–0,549
  0,450–0,499
  0,400–0,449
  0,350–0,399
  0,300–0,349
  Abaixo de 0,300
  Sem dados

A Escola de Frankfurt - Características

Sobre o Bioma Mata Atlântica

Sobre o Bioma Pampa

Geografia Agrária :Tapajós Sob Ataque - Novo Progresso

Biomas Brasileiros

A Escola de Frankfurt - Contexto Histórico

A Escola de Frankfurt

sábado, 29 de abril de 2017

A SÍRIA DIVIDIDA


CIVILIZAÇÃO GREGA: Período Clássico (500-400 a.C.)

   O Período Clássico, isto é, o século V a.C., corresponde à fase de apogeu e o início declínio da civilização grega. Ameaçadas pelo expansionismo do Império Persa, as cidades-estado gregas se uniram e, lideradas pelos atenienses, saíram vencedoras de uma longa luta que marcou quase toda a primeira metade do século. A vitória nas Guerras Médicas abriu para Atenas e para outras cidades gregas um período de prosperidade que, por sua vez, permitiu as maiores realizações da civilização helênica. Sob o governo de Péricles, estrátego-mor, Atenas viveu seu momento de maior brilho e se tornou o centro econômico e cultural de todo o mundo grego, a “escola da Hélade”. Todavia, o imperialismo ateniense desencadeou a resistência de muitas cidades gregas, especialmente de Esparta, a tradicional rival. O longo conflito, conhecido como Guerra do Peloponeso, durou cerca de três décadas e, ao seu final, deixou as cidades gregas exauridas, facilitando a vitória dos macedônios e seu domínio sobre a Grécia.


   Após as Guerras Médica, Atenas atingiu o auge do seu poder e influência sobre o mundo grego. A liderança da Liga de Delos, a consolidação do seu poderio marítimo e o desenvolvimento comercial e manufatureiro transformaram Atenas no grande centro econômico e cultural da Grécia. A cidade atraiu artífices, mercadores, sábios e artistas de todo mundo mediterrâneo. A democracia escravista ateniense atingiu seu ponto culminante e, no plano cultural, a civilização grega viveu o momento das suas maiores realizações. O teatro, as artes, a filosofia tiveram seu momento de maior brilho e o próprio Parthenon, símbolo da civilização grega, foi construído nessa época.
   O governo de Péricles, líder do partido marítimo assinalou a fase de apogeu da democracia e do imperialismo atenienses. A Eclésia, assembléia popular, transformou-se no principal órgão político, onde todas as decisões importantes eram votadas. Foi estabelecida a remuneração de vários cargos públicos, o que possibilitou uma maior participação das camadas populares na administração dos negócios do Estado. A realização de grandes obras contribuiu para absorver os desempregados e os sem-terra. A expansão econômica e a estabilidade social e política favoreceram, por sua vez, o intenso desenvolvimento artístico e intelectual que marcaram essa época. Durante o governo de Péricles, a cidade de Atenas transformou-se num modelo para todo o mundo helênico.



   O predomínio do partido marítimo na democracia ateniense teve como desdobramento, no plano externo, uma agressiva política imperialista cujo objetivo fundamental era garantir a hegemonia ateniense, de modo a defender os interesses do seu comércio e da indústria. Atenas estabeleceu sua hegemonia sobre todas as cidades gregas que formavam a Confederação de Delos, impondo seu comando supremo da esquadra aliada, que se tornou um instrumento para assegurar sua dominação econômica, político e militar. Além disso, Atenas apoderou-se do tesouro da Liga que passou a ser utilizado, sob o governo de Péricles, tanto para fortificar como , também, para embelezar a cidade com obras e realizações. O imperialismo ateniense, entretanto, gerava uma resistência crescente por parte de muitas cidades confederadas. Atenas reprimiu de maneira implacável as tentativas de dissidência.

O Empirismo Radical de David Hume

O Empirismo Idealista de George Berkeley

O Empirismo Moderado de John Locke (2)

O Empirismo Moderado de John Locke (1)

A DIFUSÃO DOS PRIMEIROS SISTEMAS DE ESCRITA

sexta-feira, 28 de abril de 2017

O Empirismo de Thomas Hobbes

O Empirismo de Francis Bacon

O Pensamento de Blaise Pascal

O Racionalismo de Leibniz (2)

O Racionalismo de Leibniz (1)

A RECONQUISTA DA PENÍNSULA IBÉRICA


FORMAÇÃO DE PORTUGAL: A Revolução de Avis


O Racionalismo de Malebranche

quinta-feira, 27 de abril de 2017

AS GUERRAS MÉDICAS (490-448 a.C.)

   Durante o século VI a.C. o Império Persa expandiu suas fronteiras por todo o Oriente Médio, do Egito até a índia, do Índico até o Mediterrâneo. As colônias gregas da Jônia foram tributadas pelos persas que passaram a controlar o comércio no Mar Negro e no Mar Egeu. Em 492 a.C. um levante liderado por Mileto rebelou as cidades gregas contra o domínio persa. A revolta contou com o apoio das cidades gregas, especialmente com Atenas, cujos interesses comerciais estavam seriamente afetados pelo expansionismo do império aquemênida.  Depois de sufocar a rebelião e arrasar as cidades-estado da Jônia, o imperador persa, Dario I, enviou um exército para conquistar a Grécia, submeter os gregos e incorporar a Península Balcãnica aos seus domínios. O exército invasor tentou desembarcar, em 490 a.C., no litoral da Ática, na planície de Maratona, distante cerca de quarenta quilômetros de Atenas. Dez mil atenienses, liderados por Milcíades, bateram os invasores persas na praia e impuseram uma humilhante derrota para o poderoso império oriental.


  Em 480 a.C., teve início a Segunda Guerra Médica, quando Xerxes, o sucessor de Dario, invadiu a Grécia com um exército de cerca de trezentos mil soldados, que era acompanhado por uma poderosa esquadra, composta por mil e duzentos navios, para abastecê-lo. Além de vingar a derrota do pai, o imperador Xerxes queria dobrar, de vez, a resistência dos gregos, péssimo exemplo para os povos dominados pelos persas. Sabendo dos preparativos da invasão, as cidades gregas, ameaçadas, tinham se reunido em Corinto, um ano antes, quando firmaram uma aliança defensiva. Esparta foi escolhida para chefiar as forças terrestres, enquanto Atenas assumiu o comando da esquadra e das forças navais. As tropas persas avançaram pelo norte e, apesar da heróica resistência do rei Leônidas e seus trezentos guerreiros espartanos, nas Termópilas, os gregos não lograram detê-los. Os persas ocuparam a Ática, incendiaram Atenas e destruíram a Acrópole.


   No mar, entretanto, Xerxes sofreu um sério revés. A frota helênica, capitaneada por Temístocles, conseguiu atrair os barcos inimigos para um local de águas pouco profundas, onde eles encalharam ou não conseguiram manobrar. A frota persa foi completamente arrasada pelos gregos na batalha naval de Salamina. Sem poder abastecer seus soldados e sem cobertura naval, Xerxes precisou recuar para a Beócia, enquanto pedia reforços do oriente. Um exército comandado pelo espartano Pausânias, com guerreiros vindos de várias cidades, conseguiu derrotar, definitivamente, os persas na batalha de Platéia, em 479 a.C. Enquanto isso, a esquadra grega, novamente liderada por Atenas, impôs nova derrota ao inimigo, destruindo a frota persa na batalha naval de Micale. Assim, foi possível libertar as colônias gregas do litoral da Jônia e eliminar, por completo, a presença dos persas na Ásia Menor.
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   Em 478 a.C., sob a liderança de Atenas, as cidades gregas se agruparam numa aliança naval conhecida como Confederação de Delos, a ilha que servia como sede para as reuniões da liga. As cidades que participavam da confederação comprometiam-se a contribuir, anualmente, com uma quota de guerreiros e de navios, ou então uma importância equivalente em dinheiro. O tesouro da Liga deveria ser utilizado para sustentar o custo da guerra contra o “grande rei”, como os gregos denominavam o imperador persa. Atenas assumiu, naturalmente, o comando da Confederação pelo papel que cumprira na defesa da Grécia e pelo poderio da sua esquadra. A vitória sobre os persas iniciou um período de enorme prosperidade para as póleis gregas, em especial para Atenas, graças ao desenvolvimento do comércio e do artesanato. Uma intensa atividade mercantil era possível graças ao constante patrulhamento que a frota da Liga exercia nas águas do Egeu e do Mar Negro. Uma paz definitiva com os persas, entretanto, só foi firmada com a assinatura do Tratado de Susa, em 448 a.C.