A vitória de Filipe II na Batalha de
Queronéia, em 338 a .C.,
pôs fim à história de autonomia das cidades gregas, que foram incorporadas ao
Império Macedônico. A Macedônia, situada ao norte da Grécia era uma região mais
interiorana e isolada e que havia sido povoada por indo-europeus, à semelhança
dos gregos. O país era, entretanto, situado numa região desprovida de uma saída
para o mar que explica, de certo modo, seu atraso econômico e cultural com
relação aos seus vizinhos do sul da península. Na segunda metade do século IV a.C., Filipe II
promoveu a unificação do país e centralizou o poder político-militar nas mãos
do monarca. Dotou o reino de uma moeda padronizada e também de um sistema
eficaz de arrecadação de impostos. No plano externo, conquistou a Tessália e
obteve, assim, uma saída para o mar Egeu. Enquanto os gregos se digladiavam
numa longa e extenuante guerra fratricida, Filipe firmava as bases de um grande
e poderoso império que, no seu processo de expansão se voltou, naturalmente,
para a Grécia. Sua vitória foi facilitada pela debilidade das cidades gregas.

Alexandre morreu prematuramente, em 323 a .C., sem deixar
herdeiros e seus generais Antígono, Seleuco e Lagos dividiram o império. A
política de casamentos e a fundação de cidades por Alexandre promoveram uma
rápida fusão da cultura grega com a cultura oriental, que resultou na
denominada civilização helenística. Seus principais centros de difusão foram as
cidades de Alexandria, famosa pelo seu imenso farol e pelo seu Museu, além de Pérgamo,
Rodes, Antioquia, Siracusa, etc. O mundo helenístico caracterizou-se, no plano
econômico, pelo desenvolvimento do comércio, no plano social, pelo
contraste entre a riqueza e opulência das elites aristocráticas e a miséria das
massas de servos e escravos. No plano político, os reinos helenísticos eram
governados de maneira despótica, ao estilo oriental. Nos séculos II e I a.C.,
os romanos foram submetendo, gradativamente essas regiões aos seus domínios.
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