A morte de
Dom Sebastião, último rei da dinastia de Avis, lutando contra os árabes no
norte da África, em 1578, reabriu em Portugal o problema da sucessão ao trono.
Dom Sebastião morreu sem deixar herdeiros e o poder passou a ser exercido por
seu tio, o Cardeal Dom Henrique, que faleceu logo depois. Felipe II, rei da
Espanha, conseguiu se impor frente aos demais pretendentes ao trono, graças ao
enorme poder e influência da dinastia de Habsburgo. A burguesia portuguesa, que
até então fora contrária ao domínio espanhol, agora via com bons olhos a união
das duas coroas devido à possibilidade de lucrar com o comércio e ter acesso
aos metais preciosos que os espanhóis encontraram nas suas colônias da América.

Um dos
períodos em que se intensificaram os ataques piratas foi o final do século XVI.
Entre os piratas e corsários ingleses que atacaram o litoral brasileiro, nessa
época, destacam-se: os corsários Edward Fenton, que atacou e pilhou embarcações
no litoral antes de aportar em Santos (1583) e Robert Withrington, que fez o
mesmo no litoral da Bahia, antes de atacar Salvador (1587). Devem ser
destacados, também, Thomas Cavendish, o corsário que atacou e saqueou Santos,
antes de atacar Vitória (1591-92) e James Lancaster, o pirata que pilhou Recife
e, logo depois, atacou Olinda, onde permaneceu por um mês (1594). No século XVII, depois da primeira
tentativa, fracassada, de invasão dos holandeses na Bahia, Pieter Heyn liderou
ataques aos navios que estavam nos portos de Salvador e Vitória (1627).
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