O Governo Geral foi criado, por meio de um
regimento da Coroa, para centralizar a administração e, ao mesmo tempo,
auxiliar os donatários na defesa da colônia. O Regimento Real determinava que,
entre outras tarefas, o governador deveria intensificar o povoamento, tentar
pacificar os indígenas, estabelecer formas de contato com os donatários e os
colonos, ministrar a justiça e instituir os órgãos e cargos necessários para a administração
da colônia. Mais tarde, foi criado em Portugal o Conselho Ultramarino, que
assessorava o rei com relação aos assuntos coloniais. Os principais órgãos administrativos,
criados para dar auxílio ao governador em suas funções, eram os seguintes:
Capitão-Mor – Era o oficial encarregado da defesa
militar do litoral e do interior
Provedor-Mor – Era o funcionário responsável pelos
tributos e pelos assuntos fazendários.
Ouvidor-Geral – Era o oficial que devia ministrar a
justiça na colônia em nome do governador e do rei.
A administração dos assuntos locais,
seguindo a tradição portuguesa, era da alçada das Câmaras Municipais. Elas eram
formadas pelos “homens bons” do lugar, ou seja, pelos grandes latifundiários.
Eram os órgãos locais de poder político-administrativo que concentravam em suas
atribuições os poderes executivo, legislativo e judiciário e eram constituídas
por um presidente e três vereadores, além de um alcaide, um escrivão, e um juiz
de paz. As Câmaras legislavam sobre impostos locais, regulamentavam o exercício
de ofícios e profissões, fiscalizavam pesos e medidas usados no comércio, e
guardavam o patrimônio público.
Governo de Tomé de Souza (1549-53)
Tomé de Souza foi indicado pelo
rei Dom João III para ser o primeiro Governador Geral do Brasil. Em novembro de
1549, fundou Salvador, a primeira capital da colônia. Junto com ele, chegaram
mais de mil colonos portugueses e as primeiras cabeças de gado. Vieram com o
governador, também, os primeiros jesuítas. Eram liderados por Manuel da Nóbrega
e tinham como missão converter os indígenas e dar amparo aos católicos. Foi
criado o primeiro bispado no Brasil, sendo nomeado o bispo Dom Pero Fernandes
Sardinha. Tomé de Souza percorreu, praticamente, todas as capitanias e procurou
estabelecer contato com os donatários.
Governo de Duarte da
Costa (1553-57)
Foi o segundo Governador Geral,
e desde o início enfrentou problemas e dificuldades que prejudicaram seu
governo, começando pelos desentendimentos de seu filho com o bispo Fernandes
Sardinha. Em 1555, os franceses invadiram o Rio de Janeiro, onde tentaram
instalar uma colônia comercial, a França Antártica, que seria também refúgio
para os calvinistas. Eles fundaram um forte, na entrada da Baía da Guanabara, e
estabeleceram relações amistosas com os índios tamoios. Como um fato positivo
do governo de Duarte da Costa destaca-se a chegada de outros jesuítas (entre
eles estava José de Anchieta) que fundaram, em 1554, o colégio para a catequese,
que originaria a cidade de São Paulo, no Planalto de Piratininga. Por outro
lado, começaram a se intensificar os conflitos entre colonos e jesuítas, por
causa da escravização dos índios.
Governo de Mem de Sá
(1558-72)

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