
As
cidades que tinham uma economia agrária e eram mais interioranas, como era o
caso de Esparta, de maneira geral, possuíam uma estrutura social polarizada e
uma aristocracia guerreira sempre monopolizou as instituições políticas, que
permaneceram inalteradas. Por outro lado, nas cidades-estado com economia
mercantil, como era caso de Atenas e de muitas colônias fundadas pelos gregos,
que possuíam uma estrutura social mais diversificada, a emergência de setores
enriquecidos pelo comércio e pelo artesanato, que passaram a pressionar as
instituições, contribuiu para que ocorressem transformações políticas
importantes e mudança na mentalidade. A fundação de colônias na Jônia, como
Mileto, Bizâncio, Odessa, Tarento, Marselha e muitas outras espalharam a cultura grega por toda a orla do Mar Negro e do Mar Mediterrâneo.A
colonização, inicialmente de caráter agrícola, assumiu com o passar do tempo um
cunho cada vez mais mercantil, gerando transformações sócio-econômicas que se
refletiram, também, nas próprias metrópoles.
O comércio e o artesanato, até então desenvolvidos em pequena escala, no âmbito local e regional, ganharam proporções internacionais. Uma rica e poderosa classe média formada por comerciantes e artífices emergiu em muitas póleis gregas, com força e peso suficientes para aspirar direitos políticos que, até então, eram privilégio da aristocracia. Por outro lado, a concorrência dos produtos agrícolas oriundos das colônias provocou a queda dos preços e a gradativa ruína dos pequenos agricultores, fazendo aumentar a concentração da propriedade da terra nas mãos da aristocracia fundiária. A pauperização dos pequenos proprietários, a marginalização de homens sem terra ou sem trabalho e a difusão da escravidão por dívidas desencadearam uma série de conflitos e fizeram a tensão social crescer no interior das cidades gregas. Os setores despossuídos, liderados pelas camadas médias enriquecidas se articularam em torno de um partido popular e pressionaram as instituições exigindo reformas. De outro lado, os segmentos da aristocracia cerraram fileiras para impedir as transformações e preservar seus privilégios. Conforme o desfecho do conflito, as cidades permaneceram com seus regimes oligárquicos (Esparta) ou evoluíram para a democracia (Atenas).
O comércio e o artesanato, até então desenvolvidos em pequena escala, no âmbito local e regional, ganharam proporções internacionais. Uma rica e poderosa classe média formada por comerciantes e artífices emergiu em muitas póleis gregas, com força e peso suficientes para aspirar direitos políticos que, até então, eram privilégio da aristocracia. Por outro lado, a concorrência dos produtos agrícolas oriundos das colônias provocou a queda dos preços e a gradativa ruína dos pequenos agricultores, fazendo aumentar a concentração da propriedade da terra nas mãos da aristocracia fundiária. A pauperização dos pequenos proprietários, a marginalização de homens sem terra ou sem trabalho e a difusão da escravidão por dívidas desencadearam uma série de conflitos e fizeram a tensão social crescer no interior das cidades gregas. Os setores despossuídos, liderados pelas camadas médias enriquecidas se articularam em torno de um partido popular e pressionaram as instituições exigindo reformas. De outro lado, os segmentos da aristocracia cerraram fileiras para impedir as transformações e preservar seus privilégios. Conforme o desfecho do conflito, as cidades permaneceram com seus regimes oligárquicos (Esparta) ou evoluíram para a democracia (Atenas).
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