RUANDA LEMBRA OS 2O ANOS DO GENOCÍDIO E PRESIDENTE CRITICA POTÊNCIAS OCIDENTAIS

   O presidente Paul Kagame criticou novamente, de maneira velada, o envolvimento da França e de outros países no genocídio que há 20 anos arrasou com o país africano. O massacre resultou na morte estimada de 800 mil a 1 milhão de integrantes da etnia tutsi e também dos hutus considerados moderados. Em resposta, Paris anulou a participação de um ministro nos atos oficiais e o embaixador da França foi excluído das cerimônias. 
Kagame advertiu que "nenhum país é tão poderoso que possa mudar os fatos, mesmo quando pensa que é", em referência a Paris. "A passagem do tempo não deve obscurecer os fatos, diminuir a responsabilidade ou transformar as vítimas em vilões", disse em um discurso durante um ato oficial do aniversário da tragédia. O presidente de Ruanda acusa a França e a Bélgica de terem desempenhado um papel direto na “preparação política do genocídio”. A França, aliada do governo hutu na época, sempre negou qualquer implicação no massacre, considerado um dos mais graves da história do século 20, apesar de ter apoiado militarmente os agressores. Em entrevista a uma revista francesa, Kagame afirmou que "ainda há assuntos que são tabu, como a participação-chave de potências ocidentais nos acontecimentos da época”.

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