Após Donetsk, ativistas pró-Rússia proclamam independência em Carcóvia


Após ativistas pró-Rússia declararem independência em Donetsk na segunda-feira (07/04), Carcóvia - também localizada na porção leste da Ucrânia - passou por processo semelhante. Manifestantes da segunda maior cidade e antiga capital do país proclamaram independência e "fundaram" a “República Nacional de Carcóvia”.
Um grupo de “deputados" locais declarou autoria e a responsabilidade pelas atividades do governo em Carcóvia, segundo a agência russa Itar-Tass. O movimento foi proclamado próximo a um prédio administrativo. Todas as outras decisões serão tomadas pelas pessoas que habitam a região na forma de um referendo, anunciou o grupo.
Manifestantes entraram em confronto com policiais em frente à sede do governo de Carcóvia, onde jogaram coquetéis Molotov e os ativistas pró-Rússia também colocaram fogo em um prédio administrativo.
Com o cenário turbulento na região leste da Ucrânia, as autoridades do governo interino acusaram o Kremlin de orquestrar os movimentos como primeiro passo para uma invasão. Uma fonte do Ministério do Interior ucraniano disse que Kiev está transferindo três unidades de forças especiais para a porção leste.
Na manhã da segunda, ativistas pró-Rússia que ocupam o prédio do governo local de Donetsk, cidade no sudeste da Ucrânia a 80 km da fronteira russa, desde domingo (06/04) que a região agora é uma "república soberana" que não estará mais subordinada ao governo central da capital Kiev. "A República Popular de Donetsk se estabelece dentro dos limites administrativos da região. Esta decisão passará a ter efeitos após o referendo", assinala o documento.
O conselho também anunciou que está marcado para 11 de maio -- duas semanas antes das eleições presidenciais na Ucrânia -- um referendo popular que decidirá se Donetsk continua unida a Kiev ou se passa a fazer parte da Rússia, como aconteceu com a Crimeia há algumas semanas, após a deposição do presidente Viktor Yanukovich, no fim de fevereiro.
O presidente interino da Ucrânia, Alexandr Turchinov, disse que Kiev prepara uma série de "operações antiterroristas" para reprimir os manifestantes que pegaram em armas contra as autoridades ucranianas. Durante a semana, o Parlamento deverá discutir a adesão de leis mais rígidas contra levantes separatistas, podendo até banir certos partidos e organizações civis.

Fonte: Opera Mundi.

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