Terrorismo: Atentado na Irlanda do Norte é atribuído a dissidentes separatistas do IRA


Um carro-bomba explodiu parcialmente em frente ao comando da autoridade policial de Belfast, na Irlanda do Norte, que faz parte do Reino Unido. De acordo com as autoridades britânicas, ele teria sido deixado por separatistas. O carro com 180 quilos de explosivos foi estacionado em frente ao prédio depois de passar por um posto de controle. Dois homens fugiram logo em seguida.
No fim de semana, quatro homens foram presos depois de atacar policiais a tiros na cidade irlandesa de Garrison. As autoridades também responsabilizaram republicanos pelo atentado, que não deixou feridos. O ministro da Segurança da Irlanda do Norte, Paul Goggins, afirmou que os responsáveis pelos ataques demonstraram intenções criminosas e inconsequência.
"Muito claramente, essas pessoas estão tentando minar o progresso que vem sendo obtido na Irlanda do Norte nos últimos anos", afirmou Goggins.
"Quando acontecem ataques como estes, as pessoas se unem em torno da forte mensagem de que esses dissidentes não vão ter sucesso."
O chefe da autoridade policial da Irlanda do Norte, Matt Baggott, afirmou que a bomba no carro poderia ter tido consequências devastadoras. No início deste mês, a Comissão de Monitoramento Independente afirmou que a ameaça republicana dissidente na Irlanda do Norte tinha atingido o seu nível mais alto em quase seis anos.
De acordo com a comissão, os dois principais grupos dissidentes, o Real IRA e o Continuity IRA estão cooperando mais, de forma a dificultar os trabalhos das forças de segurança. Em 7 de março, o Real IRA matou dois militares britânicos na base de Antrim. Dois dias depois, o Continuity IRA alvejou o policial Stephen Paul Carroll em Craigavon. Entre 1º de março e 31 de agosto, segundo a comissão, houve 11 atentados contra forças de segurança na Irlanda do Norte.

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