Liberdade de Expressão: Fatah ordena fechamento da Al-Jazeera na Cisjordânia


A Autoridade Palestina ordenou o fechamento dos escritórios da rede de TV Al-Jazeera na Cisjordânia, alegando que a rede faz uma cobertura "desequilibrada" das questões políticas domésticas palestinas.
O governo palestino, nas mãos do partido Fatah, acusa a emissora do Catar de privilegiar a visão de seus rivais políticos, do Hamas. Em comunicado, o Ministério da Informação disse que o canal, com sede no Catar, propagou calúnias e incitou os telespectadores contra as autoridades que administram a Cisjordânia ocupada por Israel.
Os desentendimentos entre o Fatah e a rede de TV pioraram na terça-feira, quando o canal veiculou um programa no qual um crítico do atual presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, acusou-o de envolvimento no assassinato de seu antecessor, Yasser Arafat, em 2004. O canal citou Farouk Qadoumi, um dos membros fundadores da Organização para Libertação da Palestina, dizendo que Abbas conspirou com Israel para matar seu antecessor, Yasser Arafat, em 2003. Arafat morreu em um hospital de Paris em novembro de 2004 de uma doença não revelada.
As acusações de Kaddoumi, levaram o governo a realizar uma reunião de emergência para discutir o assunto. A decisão da Autoridade Palestina durará até que a Justiça se pronuncie sobre o caso.
A rede Al-Jazeera se disse "surpresa" com a decisão e afirmou que suas reportagens tratam de política palestina com neutralidade. Da Faixa de Gaza, o Hamas, rival do Fatah, também criticou o fechamento da Al-Jazeera.
A Associação de Imprensa Estrangeira, com sede em Jerusalém, expressou "preocupação profunda" com o anúncio e pediu ao governo que "reconsidere" a medida como um "compromisso com a liberdade de imprensa".

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