Terrorismo: Governador basco convoca manifestação contra o ETA depois de atentado


O presidente do governo regional basco, Patxi López, convocou um protesto contra o grupo separatista terrorista basco ETA para a tarde deste sábado em Bilbao, próximo ao local onde membros do grupo colocaram uma bomba no carro do inspetor da Polícia Nacional Eduardo Puelles Garcia, chefe do Grupo de Vigilâncias Especiais da Brigada de Informação, que combate o terrorismo no país.
"Vou lançar um aviso claro ao ETA: vamos acabar com eles", disse López, acrescentando que o ataque "causou uma profunda dor e raiva contida".
Este é o primeiro atentado com morte atribuído ao ETA desde a posse do novo governo autônomo basco liderado por López, que acabou com quase três décadas de Executivos nacionalistas. No dia seguinte à posse de López, no último dia 6 de maio, a ETA detonou uma bomba no município de Guriezo, na comunidade autônoma da Cantábria, que faz divisa com o País Basco, causando danos materiais.
"Eles nos ensinaram o caminho da dor, nós vamos lhe ensinar o caminho da prisão", completou.
O discurso foi visto pela mídia espanhola como um sinal de que López está disposto a levar o combate ao grupo separatista mais longe que os governos anteriores.
"Minha firmeza e determinação para acabar com a ETA é inquebrantável", disse o presidente do governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, em uma declaração institucional de condenação ao atentado.
"Sabiamos que poderia voltar a ocorrer, mas nunca nos resignamos a aceitá-lo", disse Zapatero, acrescentando que sua condenação não será passiva já que "sobre os autores [do atentado] cairá o peso da lei". "As Forças de Segurança estão perseguindo os assassinos."
A explosão de um carro a bomba na cidade de Arrigorriaga, perto de Bilbao, na Espanha, matou o inspetor da Polícia Nacional Eduardo Puelles Garcia, chefe do Grupo de Vigilâncias Especiais da Brigada de Informação, que combate o terrorismo no país. O ataque foi atribuído ao grupo separatista terrorista basco ETA, que não ainda não se pronunciou.
Segundo o jornal espanhol "El Pais", a explosão ocorreu às 9h05 desta sexta-feira (4h05 no horário de Brasília), em um local próximo à casa do agente. A explosão e o posterior incêndio atingiram vários carros próximos.
Garcia, 49, era casado e tinha dois filhos. Sua mulher foi hospitalizada após uma crise de ansiedade, informa o jornal espanhol. O agente trabalhava há 16 anos no combate ao grupo terrorista.
O "El Pais" afirma ainda que uma testemunha ouviu gritos no interior do veículo após a explosão. Um vizinho do agente afirma que a explosão foi tão violenta que sua cama se moveu.
O último atentado assumido pelo grupo basco foi em 3 de dezembro passado, quando um atirador do ETA matou o empresário Ignacio Uría Mendizábal, em Guipúzcoa. O último assassinado a bomba, como o do agente Garcia, foi realizado em 30 de maio de 2003, em Navarra. No dia, dois policiais morreram.
O grupo terrorista usa a violência há 40 anos para tentar conseguir a independência do País Basco, período no qual ao menos 850 pessoas morreram.

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