World Watch: Situação obtém vitória esmagadora em eleições na India


Com a maior parte das urnas apuradas nas eleições parlamentares da Índia, a coligação liderada pelo Partido do Congresso, presidido por Sonia Gandhi e que tem como um dos seus líderes o primeiro-ministro Manmohan Singh, mantém grande liderança sobre a oposição. O líder do BJP (Bharatiya Janata Party), maior grupo de oposição no país, concedeu neste sábado a vitória aos governistas e afirmou que vão "reconhecer e aceitar o resultado".
Segundo a última parcial da apuração --que só deve terminar na manhã deste domingo-- os partidos do governo lideram em 255 das 543 circunscrições eleitorais no país. O resultado é mais que o dobro do alcançado pelo BJP.
Arun Jaitley, líder do partido oposicionista, afirmou neste sábado que não vislumbra mais a vitória e que seus aliados vão "respeitar o novo mandato e aceitar o resultados" das eleições.
A vitória do Partido do Congresso dá a Singh um novo mandato como primeiro-ministro, e com uma maioria muito mais confortável que as atuais 145 cadeiras que tinha no Parlamento no fim de mandato. A expectativa é que o partido e seus aliados somem até 272 deputados no Parlamento.
Em discurso à população neste sábado, o premiê declarou a vitória afirmando que seu partido garantiu um "mandato massivo" no Parlamento. Segundo ele, o grupo de centro-esquerda busca manter "um governo estável e forte comprometido com os valores seculares".
Os 714 milhões de indianos que foram chamados às urnas entre 16 de abril e 13 de maio votaram para decidir as cadeiras em jogo da Câmara Baixa.

Reconhecimento
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, mandou neste sábado uma mensagem de felicitação à Índia pelo desenvolvimento de "eleições nacionais históricas". Segundo nota divulgada pela Casa Branca, Obama afirmou que o episódio "fortalece a vibrante democracia [da Índia] e mantém os valores de liberdade e pluralismo".
À espera da formação do novo governo desse país, os EUA "reconhecem o significado deste pleito para o povo indiano, que continua sendo a força e a base para a prosperidade e a democracia de Índia", disse o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, em comunicado.
Junto com seus aliados da Aliança Progressista Unida, o histórico partido indiano pode superar as 260 cadeiras, e com isso se aproxima da maioria absoluta (272) e oferece ao atual primeiro-ministro, Manmohan Singh, a possibilidade de formar um novo governo mais forte e estável.

Perdedores
Pesquisas eleitorais mostravam que, nesta eleição, pequenos partidos conseguiriam tirar votos dos governistas, a ponto de possibilitar uma derrota do Partido do Congresso. Porém, essa possibilidade foi varrida pelas urnas.
O que ocorreu foi justamente o contrário. Alguns desses partidos sequer ganharam em seus redutos. Na Caxemira, por exemplo, o líder separatista Sajjad Gani Lone perdeu as eleições para o Partido do Congresso.
Já o Partido Comunista, que saiu da coalizão governamental no ano passado, perdeu mais da metade dos municípios da região da Bengala Ocidental, sua principal base de sustentação política. Espera-se que consiga manter apenas um terço das cadeiras que detém atualmente na Câmara Baixa.
Para analistas políticos, o Partido do Congresso está colhendo os resultados do forte crescimento econômico indiano nos últimos anos e da popularidade dos programas sociais para a população pobre.
"Não é só por causa dos quatro anos de crescimento econômico forte. O que provavelmente ajudou a vitória foram as propostas de desenvolvimento com inclusão social", afirmou Mahesh Rangarajan, cientista político de Nova Déli.

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